Calma aí gente, já tá terminando! Falta só mais uma parte e acaba (hahaha!). Isso que dá passar muito tempo de férias e perceber que ainda tem alguns livros não lidos na sua estante, você fica louca para ler cada um deles. Graças a Deus, a pilha diminuiu e agora fiquei apenas com uns dez para terminar de ler. Vamos lá:

Crash - Nicole Williams

Nota: 9/10

Southpointe High é o último lugar no qual Lucy gostaria de cursar o último ano de escola. Isso até o momento que ela encontra Jude Ryder, um garoto cujo nome é quase um verbo, além de um sinônimo para problemas. Ele tem uma ficha maior que um tese de conclusão, e já teve seu nome suspirado, gritado e praguejado por mais mulheres que Lucy tem coragem de saber, além de viver em uma casa para garotos problemáticos onde ser problemático parece ser um status para os moradores. Lucy teve uma criação estável, e vive para usar as sapatilhas de bailarina, além de ter em seu futuro a certeza de ir para Juilliard, tentando se manter longe de problemas. Até agora. Jude é aquilo que ela precisa evitar se ela quiser separar seu passado de seu futuro. Ficar longe, ela vai acabar descobrindo, é a única coisa da qual ela é incapaz. Para Lucy Larson e Jude Ryder, amor vai acabar sendo aquilo que vai destruí-los




Bom, vocês devem estar de perguntando novamente "ué, mas você disse que não gostava de ler new adult?" New Adult não faz meu gênero favorito, porém às vezes se torna o meu guilty pleasure (hahaha!), mas falando sério, apesar de não fazer muito meu gênero, eu leio bastante coisa, inclusive os tão famosos new adult. E alguns chegam até a me surpreender (já me peguei viciada em bastante livros do gênero como Belo Desastre, Entre agora e o nunca, Métrica...) e agora Crash! Duas coisas me levaram a ler esse livro: a primeira delas foi a capa que me chamou muito a atenção, por um impulso de apenas ver a capa senti vontade imensa de ler o livro. A segunda foi os comentários que eu li a respeito do livro, algumas pessoas vieram me indicar o livro e algo que me chamou atenção (e que já tinham me avisado), foi a influência dos Beatles na construção desse livro. Como boa fã, fui dar uma conferida.

O plano de fundo é bem clichê, o bad boy e a mocinha que se atraem quase que na primeira vista, no início do livro foi exatamente isso que eu pensei! Confesso que, nas primeiras páginas foi tudo muito chato e bem previsível, mas aí eu pensei "não pode ser só isso", e exatamente: Não foi! Acabei meio que lendo o livro em um dia. A história acaba sendo tão engraçada - o pai da Lucy é uma graça! - mas ao mesmo tempo tão trágica, que acabei me prendendo ao livro. Tanto Jude como Lucy, tem sua carga de problemas pessoais e o final do livro, também o modo como suas vidas se encaixaram no passado, foram surpresas para mim.

Eu achei bem interessante no livro, como eu falei anteriormente, é a influência dos Beatles no plano de fundo. Foi super engraçado ver uma banda que eu sou muito fanática como influência em um livro! Quem gosta de um bad boy e uma mocinha como protagonistas, fica a dica para leitura.

Forever too far - Abbi Glines

Nota: 8/10

Rush prometeu o para sempre… mas as promessas podem se romper. Dividido entre seu amor por sua família e seu amor por Blaire, Rush deve encontrar um jeito de salvar um sem perder o outro. No final um tem que ser mais importante que o outro. Mas deixar ir não é fácil. Blaire acreditava em contos de fadas… mas não se pode viver uma fantasia. Seu amor por Rush e seu desejo de ter uma família a fazem acreditar que há um jeito de isso funcionar. Até que ela precisa tomar a decisão adequada para ela e seu bebê. Mesmo se isso quebrar seu coração. Eles vão encontrar o para sempre que ambos precisam ou tudo já foi… longe demais?



Mas como eu li new adult, hein!? Não esperava que fosse ler tanto desse gênero nas férias (hahaha!), contudo precisei terminar de ler a trilogia da Abbi Glines. Creio que esse livro mais como um pedido de desculpas pelo segundo da trilogia (Never too far) e um final tão merecido para o Woods, Blaire e Rush! Nesse livro conhecemos, finalmente, o pai do Rush em um ângulo melhor e aprendemos a odiar mais tanto a Nan como a mãe (sério, que bruxa!). Falar em Nan, nesse livro até que ela deu uma melhorada na sua forma de veneno, e descobrimos até um segredo dela com o Grant. Mas o meu esperado nesse livro era mesmo o final do Woods, um personagem que eu me aperfeiçoei tanto e que merecia um final super merecido. E teve!

Vimos também a Blaire se tornando mamãe e a família do Rush se adaptando a nova chegada. Em si, o livro mais se pareceu um grande epílogo, porque a história por si já estava meio "batida", por isso o início do livro pode ser até meio chatinho e etc, mas o final sim foi merecido para a maioria dos personagens (gostaria que a Bethy tivesse aparecido mais nesse livro).

Lolita - Vladimir Nabokov
Nota: 9,5/10
Irreverente e refinado, este é um dos romances mais célebres de todos os tempos. É também uma aventura intelectual que não deixa ninguém indiferente, um relato apaixonado de uma sensualidade alucinada, uma autópsia implacável do modo de vida americano. De um lado, um homem de meia-idade, obsessivo e cínico. De outro, uma garota de doze anos, perversamente ingênua. A química se faz e dá origem a uma obra-prima da literatura do nosso século. 'Lolita' é chocante, desafia tabus, escandaliza. O livro foi incorporado ao imaginário coletivo da modernidade, e até o nome da personagem tornou-se um substantivo corrente, provas do alcance e da genialidade do autor. 








Polêmico. É basicamente o que você pensa quando está lendo Lolita, justamente pela forma com que o autor traz um tabu e é considerado uma clássico da literatura moderna. O livro foi recusado várias vezes antes de ser publicado (e mesmo quando foi publicado sofreu várias rejeições, onde tiveram países que o proibiram). Mas, por que eu decidi ler esse livro? Bom, como eu já disse anteriormente, meu gosto literário é um tanto quanto diferente e clássicos são sempre um grande passo para se ler, principalmente quando se envolvem tabus. 

O livro é narrado em primeira pessoa - Humbert Humbert - recém separado (e que no início do livro, você vai perceber que ele está preso e escrevendo em seu diário), que acaba alugando um quarto na casa de Charlotte Haze, viúva. Charlotte tem uma filha de 12 anos (você leu certo! 12 anos e enquanto Humbert tinha 40), chamada Dolores (a Lolita de Humbert). Dolores não é nenhuma flor que se cheire - mimada e infantil - e quando ela percebe o que acaba causando em Humbert, sempre faz coisas que possam de certa forma provocá-lo. A paixão de Humbert por Dolores era tão grande que ele passava horas escrevendo sobre ela em um diário secreto e até mesmo se casa com a mãe dela para ficar mais próximo da garota, e para a situação se complicar, depois de um certo tempo Charlotte acaba falecendo. Sem saber o que fazer e como contar a menina, Humbert acaba levando Dolores para viajar pelas estradas da América do Norte. 

Humbert sempre sentiu atração por meninas mais novas (tanto é que foi desse livro que vieram adjetivos do tipo ninfeta, era como o Humbert chamava as meninas mais novas), atração é modo pequeno para se falar, ele tinha uma paixão doentia e sim Humbert é um homem perturbado, de uma mente altamente doentia e que muitas vezes eu sentia nojo de mim mesma por estar lendo esse livro. Apesar de Humbert sempre afirmar que nunca queria machucar a garota, pois sempre afirmou estar apaixonado por ela - e nunca ter realmente acontecido um estrupo - é um livro difícil. Não é um livro para qualquer pessoa, não é sobre qualquer bad boy com sua mocinha em perigo, é um livro pesado e que se trata de um tema muito forte. Tive dificuldade de terminar de lê-lo pelo seu grau de intensidade (parei diversas vezes no meio da leitura me perguntando o motivo de estar lendo-o), mas o que me fez dar uma nota tão alta a esse livro tão escandaloso? Basicamente: curiosidade. A forma como o Vladimir escreve chega a ser surreal (é um livro de muita metáfora, falas complicadas e etc), ele é tão profundo nas emoções que ele descreve pela Lolita, que você as vezes chega a se confundir nos sentimentos perturbadores de Humbert. Vladimir teve muita coragem de fazer críticas sociais escrevendo um livro tão profundo como Lolita

Não recomendo esse livro para todo mundo, quem quiser ler terá que ter uma grande coragem para entrar em uma mente tão doente e pervertida como a de Humbert. É um romance que desafia tabus, mas que não deixa de ser considerado um clássico.

O livro teve duas versões para cinema (não consegui ver as duas, apenas a de 1997).

A Lua de Mel - Sophie Kinsella

Nota: 10/10
Skoob

Ao se dar conta de que o namorado nunca vai pedir sua mão em casamento, Lottie toma uma decisão. Termina o compromisso com ele e diz o tão sonhado sim a Ben, uma antiga paixão, com quem ela havia prometido se casar se ambos ainda estivessem solteiros aos 30 anos. Os dois então resolvem pular o namoro e ir direto para uma cerimônia simples e seguir para a lua de mel em Ikonos, a ilha grega onde eles se conheceram. Mas Fliss, a irmã mais velha da noiva, acha que Lottie enlouqueceu. Já Lorcan, que trabalha na empresa de Ben, teme que o casamento destrua a carreira do amigo. Fliss e Lorcan então elaboram um plano para sabotar a noite de núpcias do casal e impedir que os noivos cometam o maior erro de suas vidas. 






Esse livro foi mais um "tira minha tensão e relaxa" depois que terminei de ler Lolita. Ele é simplesmente hilário e ele sempre se passava na minha cabeça como um daqueles filmes de comédia romântica. Lottie é aquela típica mulher que acha que encontrou seu princípe encantado enquanto namorava Richard, um relacionamento duradouro, até que depois dele chamá-la para sair, ela percebe que Richard não era bem seu "homem dos sonhos" e os dois terminam. Aí ela começou aqueles pensamentos de "ah, nenhum homem presta", e quem a ajudou nesse momento foi Fliss, sua irmã mais velha, que também passava por um momento crucial na sua vida amorosa. 

Até que Lottie, com seu tão desejo de se casar, acaba encontrando um antigo relacionamento seu. Ben, que ainda estava apaixonado por ela - depois de tantos anos - a pede em casamento. Lottie - claro - aceita, mas Fliss acha que ela está cometendo um outro erro. Ela encontra um aliado, que também acha essa ideia maluca, Lorcan. Amigo de Ben, ele acha que essa ideia de casamento repentino só iria prejudicá-lo. É a partir daí que Fliss e Lorcan decidem transformar a lua-de-mel de Lottie e Ben num misto de bagunça e comédia.

Tive curiosidade em ler esse livro, pois ela foi a mesma autora de "Delírios de consumo de Becky Bloom", um dos meus queridinhos. Então valeu a pena ler esse livro, é uma leitura super calma e bem engraçada, e que flui bastante rápido. Numa hora você começa e quando menos espera, já tem terminado. 

A Elite - Kiera Cass

Nota: 9/10
Skoob

A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.
America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.

Meu amor por essas capas da trilogia da Kiera só aumentam, mas falando sobre a resenha: A Elite foi um livro que eu fiquei um tanto em cima do muro. Vou explicar: eu gostei pelo fato de mostrar um lado insuportável (e mais insuportável ainda no caso da Celeste) que cada um tem, porque ninguém é perfeito, nem mesmo Maxon que eu tinha uma imensa afeição no primeiro livro escapou. Foram imensas as cenas, que até eu, fiquei com ciume dele (me colocando na situação da America, claro) e tiveram coisas que ele fez que eu fiquei com um "o que tá acontecendo, afinal?" no meio da minha testa, mas que no final eu acabei entendendo suas razões. E também ganhou meu ponto positivo por aprofundar mais a questão política em Íllea e mostrar que nem de água e açúcar vai viver a nova princesa - são bem intensas algumas cenas em que os rebeldes atacam. Porém o que me mais me desgastou no livro foi a America e o Aspen.

America, que era tão legal no primeiro livro, ficou em um chove não molha no segundo que chegou a ser irritante - mas seu jeito imprudente também chegava a me dar nos nervos -, eu até me coloquei no lugar dela, mas no lugar dela eu já teria minha escolha feita, Maxon e até mesmo Aspen perderam a paciência com ela nesse livro. Falar em Aspen, foi meu outro ponto no livro. Eu não sei de muita coisa sobre ele - além de que ele é louco pela America - e nesse livro a America chegou a dar tantas patadas nele, que chegou a me dar pena - espero que ele tenha um final feliz.

Falar em final feliz, foi o que a Marlee não teve. Eu gostei da Marlee desde o primeiro livro e nossa, nem posso deixar de ficar chocada com o que houve. Mas uma pessoa que eu fiquei meio em cima do muro, depois de A Elite, foi Kriss - não sei exatamente qual é a dela, ela as vezes é boa demais - Já a Celeste, continua sempre um pé no saco.

Super ansiosa para ler logo The One!



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Mariana, 17 anos, Brasil. Nunca gostei de me descrever, sempre gostei de ler, escutar música e de ver filmes. Minha vida é meio chata, eu gosto de HQs e futebol. Eu gosto de Ficção Científica, ver seriados, cheiro de livros, sou apaixonada por fotografias. Aqui tem muitas coisas que eu gosto e opiniões pessoais.

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